C-390 brasileiro faz primeiro voo para a Força Aérea Tcheca
Primeiro C-390 Millennium da Embraer para a República Tcheca realizou voo inaugural no Brasil e deve ser entregue ainda neste ano.
O primeiro C-390 Millennium produzido pela Embraer para a República Tcheca realizou seu voo inaugural no Brasil, marcando uma nova etapa na entrada do cargueiro brasileiro em uma das forças aéreas da OTAN.
A aeronave faz parte de um pedido de dois aviões de transporte militar encomendados pelo governo tcheco e deve chegar ao país europeu por volta de meados deste ano.
A entrega representa mais um avanço do C-390 no mercado europeu de defesa, onde a Embraer vem ampliando sua presença nos últimos anos.
Primeiro voo ocorreu no Brasil
De acordo com o Ministério da Defesa da República Tcheca, o primeiro C-390 destinado à Força Aérea Tcheca realizou seu voo de teste há poucos dias no Brasil.
A aeronave deverá integrar a 24ª Base de Transporte Aéreo, localizada em Praga-Kbely, unidade responsável por missões de transporte aéreo militar do país.
Segundo o Ministério da Defesa tcheco, o novo avião dará ao país maior capacidade para transportar pessoas, cargas e feridos, além de atuar em missões humanitárias e de emergência.
O que o C-390 poderá fazer pela República Tcheca
O C-390 Millennium foi projetado como uma aeronave multimissão. No caso tcheco, ele deverá ser usado principalmente para transporte de pessoal e carga em médias e longas distâncias.
Além disso, a aeronave poderá executar missões de evacuação aeromédica, lançamento de paraquedistas, transporte de equipamentos militares, apoio humanitário, reabastecimento aéreo e combate a incêndios de grande escala.
O Ministério da Defesa tcheco informou que o avião poderá transportar até 80 passageiros ou 64 paraquedistas totalmente equipados. A carga útil máxima é de até 26 toneladas.
Capacidade contra incêndios chama atenção
Um dos pontos destacados pelo governo tcheco é a possibilidade de uso do C-390 em operações de combate a incêndios. A aeronave poderá empregar o sistema MAFFS II, módulo instalado no compartimento de carga para lançamento de água ou retardante.
Segundo o Ministério da Defesa da República Tcheca, esse sistema pode levar até 12 mil litros de água, ampliando a capacidade do país em respostas a incêndios de grandes proporções.
Na prática, o cargueiro brasileiro não será apenas um avião militar, mas também uma ferramenta de resposta a crises civis e desastres naturais.
Contrato foi assinado em 2024
A República Tcheca havia iniciado negociações com a Embraer em 2023 para adquirir o C-390. O contrato foi assinado em 25 de outubro de 2024, prevendo a compra de duas aeronaves multimissão.
Segundo a Embraer, a aquisição tornou a República Tcheca o quarto país da OTAN a adquirir o C-390 Millennium.
Além das aeronaves, o contrato inclui pacote de treinamento, suporte, equipamentos de solo, peças de reposição e apoio para integração do novo avião à frota tcheca.
Segundo avião deve chegar em 2027
O primeiro C-390 deve ser recebido pela República Tcheca em meados deste ano. Já o segundo avião está previsto para ser entregue em dezembro de 2027.
Com os dois aviões, a Força Aérea Tcheca passará a contar com uma plataforma mais moderna para missões de transporte estratégico e tático, ampliando sua capacidade dentro da estrutura de defesa europeia e da OTAN.
O avanço da Embraer na Europa
A escolha tcheca reforça o avanço do C-390 Millennium em um mercado tradicionalmente disputado por grandes fabricantes americanos e europeus.
Nos últimos anos, países como Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, Suécia e República Tcheca passaram a adotar ou selecionar o cargueiro brasileiro.
Esse movimento tem valor estratégico para o Brasil. O C-390 deixou de ser apenas um projeto nacional e passou a competir em uma área sensível da aviação militar: o transporte multimissão para forças armadas modernas.
O voo inaugural do primeiro C-390 Millennium destinado à República Tcheca marca mais um passo importante para a Embraer no mercado internacional de defesa.
Para os tchecos, a chegada do avião significa mais autonomia em transporte militar, evacuação de feridos, operações humanitárias, reabastecimento aéreo e resposta a desastres.
Para o Brasil, o episódio reforça a capacidade da indústria nacional de produzir uma aeronave militar competitiva, moderna e cada vez mais aceita por países da OTAN.
Fonte: Ministério da Defesa da República Tcheca, Embraer e Reuters.