Os 50 países que mais gastam com defesa no mundo

Por Cenas de Combate

Ranking mostra os 50 países que mais gastaram com defesa em 2025. Os gastos militares globais chegaram a cerca de US$ 2,6 trilhões em 2025.

Os 50 países que mais gastam com defesa no mundo

Os gastos militares globais chegaram a um patamar que mostra como o mundo voltou a tratar defesa como prioridade estratégica. Em 2025, os orçamentos militares somaram cerca de US$ 2,6 trilhões, segundo dados do International Institute for Strategic Studies, o IISS.

O ranking mostra uma verdade incômoda: em um mundo mais instável, países estão gastando mais para se preparar para guerras que esperam nunca travar.

Gasto militar não significa poder imediato

Antes do ranking, é importante entender um ponto: gastar mais com defesa não significa, automaticamente, estar mais preparado para a guerra. Um orçamento militar pode incluir salários, pensões, manutenção, compra de equipamentos, pesquisa, armas nucleares, navios, aeronaves, mísseis, bases e treinamento.

Em alguns países, boa parte do dinheiro vai para tecnologia de ponta, como caças avançados, submarinos, defesa antimísseis, satélites e sistemas nucleares. Em outros, o foco está em manter grandes efetivos, serviço militar obrigatório e estruturas territoriais de defesa.

Também existe diferença entre orçamento absoluto e esforço nacional. Os Estados Unidos lideram em valor total, mas a Ucrânia lidera quando o critério é a fatia do PIB dedicada à defesa. Em 2025, Kyiv destinou mais de 20% do PIB às Forças Armadas, reflexo direto de uma guerra de sobrevivência.

Ou seja: o valor total mostra o tamanho do investimento. O percentual do PIB mostra o peso desse investimento sobre a economia. E a capacidade real depende de algo mais difícil de medir: prontidão, treinamento, logística, manutenção e experiência de combate.

O ranking dos 50 maiores orçamentos de defesa

A seguir, veja os 50 países que mais gastaram com defesa em 2025, segundo dados do IISS reunidos no relatório Military Balance.

50. Chile — US$ 4,24 bilhões

O Chile aparece na 50ª posição, com orçamento de defesa de US$ 4,24 bilhões, equivalente a 1,22% do PIB. O país mantém uma das forças militares mais organizadas da América do Sul, com atenção especial à defesa territorial, à modernização gradual e à capacidade de operar em um ambiente geográfico complexo, entre costa, cordilheira e fronteiras extensas.

49. Malásia — US$ 4,87 bilhões

A Malásia destinou US$ 4,87 bilhões à defesa, cerca de 1,04% do PIB. Sua posição estratégica no Sudeste Asiático coloca o país em uma região marcada por disputas marítimas, rotas comerciais importantes e crescente presença militar chinesa.

48. Hungria — US$ 5,54 bilhões

A Hungria aparece com US$ 5,54 bilhões em gastos militares, o equivalente a 2,24% do PIB. Como membro da OTAN, o país aumentou seus investimentos em defesa em meio à pressão por mais gastos dentro da aliança e à guerra na Ucrânia, que ocorre em sua vizinhança estratégica.

47. Tailândia — US$ 5,84 bilhões

A Tailândia gastou US$ 5,84 bilhões em defesa, cerca de 1,05% do PIB. O país mantém Forças Armadas influentes na política interna e relevantes no equilíbrio regional do Sudeste Asiático.

46. Irã — US$ 6,09 bilhões

O Irã aparece com orçamento declarado de US$ 6,09 bilhões, equivalente a 1,71% do PIB. O número oficial não traduz sozinho a influência militar de Teerã, que também se apoia em mísseis, drones, Guarda Revolucionária, guerra assimétrica e redes de grupos aliados no Oriente Médio.

45. Áustria — US$ 6,36 bilhões

A Áustria destinou US$ 6,36 bilhões à defesa, cerca de 1,12% do PIB. Embora seja militarmente neutra, Viena vem debatendo a necessidade de reforçar suas capacidades diante de um ambiente europeu mais instável.

44. Omã — US$ 6,66 bilhões

Omã gastou US$ 6,66 bilhões com defesa, o equivalente a impressionantes 6,33% do PIB. Sua posição próxima ao Estreito de Ormuz torna o país sensível às tensões no Golfo e às disputas envolvendo Irã, Estados Unidos e rotas energéticas.

43. República Tcheca — US$ 7,03 bilhões

A República Tcheca aparece com US$ 7,03 bilhões, cerca de 1,83% do PIB. O país integra a OTAN e tem ampliado sua atenção à defesa europeia, especialmente após a invasão russa da Ucrânia.

42. Filipinas — US$ 7,22 bilhões

As Filipinas gastaram US$ 7,22 bilhões em defesa, cerca de 1,46% do PIB. A tensão no Mar do Sul da China e os atritos com Pequim aumentam a importância da modernização militar filipina.

41. Marrocos — US$ 7,55 bilhões

O Marrocos destinou cerca de US$ 7,55 bilhões às Forças Armadas, o equivalente a 4,2% do PIB. O país mantém atenção constante ao Saara Ocidental, à rivalidade com a Argélia e à modernização de sua aviação e defesa terrestre.

40. Suíça — US$ 7,55 bilhões

A Suíça aparece com orçamento de US$ 7,55 bilhões, apenas 0,75% do PIB. Mesmo neutra, a Suíça mantém forças preparadas para defesa territorial e vem discutindo modernizações, incluindo sua aviação de combate.

39. Finlândia — US$ 7,99 bilhões

A Finlândia gastou US$ 7,99 bilhões, cerca de 2,54% do PIB. Após entrar na OTAN, o país ganhou ainda mais relevância por sua longa fronteira com a Rússia e por sua doutrina de defesa territorial robusta.

38. Grécia — US$ 8,06 bilhões

A Grécia aparece com US$ 8,06 bilhões em gastos militares, equivalentes a 2,86% do PIB. Atenas mantém investimentos elevados por causa de sua posição no Mediterrâneo Oriental e da rivalidade histórica com a Turquia.

37. Kuwait — US$ 8,19 bilhões

O Kuwait destinou US$ 8,19 bilhões à defesa, cerca de 5,2% do PIB. Localizado em uma região de alta tensão, o país mantém forte dependência de alianças externas para sua segurança.

36. Colômbia — US$ 8,27 bilhões

A Colômbia gastou US$ 8,27 bilhões em defesa, cerca de 1,89% do PIB. O orçamento reflete décadas de combate a grupos armados, narcotráfico, insurgência e desafios de segurança interna.

35. Vietnã — US$ 8,41 bilhões

O Vietnã aparece com US$ 8,41 bilhões, equivalentes a 1,74% do PIB. Sua posição no Sudeste Asiático e a tensão com a China no Mar do Sul da China tornam a defesa marítima uma prioridade crescente.

34. Romênia — US$ 9,48 bilhões

A Romênia destinou US$ 9,48 bilhões à defesa, cerca de 2,24% do PIB. Como membro da OTAN no flanco oriental, o país ganhou importância estratégica após a guerra na Ucrânia.

33. Paquistão — US$ 10,02 bilhões

O Paquistão gastou US$ 10,02 bilhões, o equivalente a 2,44% do PIB. O país mantém uma estrutura militar poderosa, armas nucleares e rivalidade permanente com a Índia.

32. Catar — US$ 10,11 bilhões

O Catar aparece com US$ 10,11 bilhões em gastos militares, cerca de 4,55% do PIB. Seu orçamento per capita é um dos maiores do mundo, reflexo de uma população pequena, grande riqueza energética e posição estratégica no Golfo.

31. México — US$ 11,36 bilhões

O México destinou US$ 11,36 bilhões à defesa, apenas 0,61% do PIB. O país enfrenta desafios ligados ao crime organizado, fronteira, segurança interna e atuação das Forças Armadas em missões domésticas.

30. Dinamarca — US$ 12,18 bilhões

A Dinamarca gastou US$ 12,18 bilhões, cerca de 2,65% do PIB. Como membro da OTAN, o país ganhou relevância no contexto do Mar Báltico, Ártico e apoio à Ucrânia.

29. Iraque — US$ 12,68 bilhões

O Iraque aparece com US$ 12,68 bilhões em defesa, cerca de 4,78% do PIB. O país ainda lida com os efeitos de décadas de guerra, terrorismo, milícias e instabilidade regional.

28. Bélgica — US$ 13,9 bilhões

A Bélgica gastou US$ 13,9 bilhões, equivalentes a 1,94% do PIB. O país vem sendo pressionado, como outros membros da OTAN, a ampliar sua contribuição militar.

27. Indonésia — US$ 15,08 bilhões

A Indonésia destinou US$ 15,08 bilhões à defesa, cerca de 1,04% do PIB. Como maior arquipélago do mundo, o país enfrenta desafios complexos de defesa marítima, vigilância e proteção territorial.

26. Noruega — US$ 16,44 bilhões

A Noruega aparece com US$ 16,44 bilhões, cerca de 3,18% do PIB. Sua posição no Atlântico Norte e no Ártico torna o país estratégico para a OTAN e para a vigilância das atividades russas.

25. Suécia — US$ 17,06 bilhões

A Suécia destinou US$ 17,06 bilhões à defesa, equivalente a 2,58% do PIB. Após aderir à OTAN, Estocolmo reforçou seu papel no norte da Europa e no Mar Báltico.

24. Singapura — US$ 17,99 bilhões

Singapura gastou US$ 17,99 bilhões, cerca de 3,13% do PIB. O país tem um dos maiores gastos per capita do mundo e investe pesado em tecnologia, prontidão e forças altamente profissionais.

23. Taiwan — US$ 21,2 bilhões

Taiwan aparece com US$ 21,2 bilhões, cerca de 2,4% do PIB. A ilha vive sob pressão constante da China e investe em defesa aérea, mísseis, guerra assimétrica e capacidade de resistir a uma possível invasão.

22. Turquia — US$ 21,48 bilhões

A Turquia gastou US$ 21,48 bilhões, cerca de 1,37% do PIB. Ancara combina posição estratégica na OTAN, indústria de defesa em expansão, drones de combate e interesses militares no Mar Negro, Síria, Cáucaso e Mediterrâneo.

21. Emirados Árabes Unidos — US$ 21,68 bilhões

Os Emirados Árabes Unidos aparecem com US$ 21,68 bilhões, cerca de 3,81% do PIB. O país investe em aviação moderna, defesa aérea, tecnologia e projeção regional.

20. Brasil — US$ 24,27 bilhões

O Brasil aparece na 20ª posição, com orçamento de defesa de US$ 24,27 bilhões, cerca de 1,08% do PIB. O valor coloca o país entre os maiores orçamentos militares do mundo, mas o percentual do PIB é relativamente modesto quando comparado a países em guerra ou em regiões de alta tensão.

No caso brasileiro, o desafio não é apenas o tamanho do orçamento, mas sua composição. Grande parte dos recursos costuma ser consumida por pessoal e custeio, enquanto programas estratégicos, como submarinos, blindados, caças, sistemas de artilharia e defesa antiaérea, dependem de continuidade orçamentária para avançar.

19. Argélia — US$ 25,21 bilhões

A Argélia gastou US$ 25,21 bilhões, cerca de 8,75% do PIB. O país tem um dos maiores esforços militares proporcionais do mundo, influenciado por rivalidades regionais, tensão com o Marrocos e forte dependência das Forças Armadas na estrutura do Estado.

18. Espanha — US$ 28,91 bilhões

A Espanha destinou US$ 28,91 bilhões à defesa, cerca de 1,53% do PIB. Como membro da OTAN e da União Europeia, Madrid enfrenta pressão para elevar investimentos em defesa nos próximos anos.

17. Países Baixos — US$ 29,12 bilhões

Os Países Baixos aparecem com US$ 29,12 bilhões, cerca de 2,2% do PIB. O país vem ampliando gastos em resposta à guerra na Ucrânia e à necessidade de reforçar a defesa europeia.

16. Canadá — US$ 31,21 bilhões

O Canadá gastou US$ 31,21 bilhões, cerca de 1,37% do PIB. Apesar de integrar o G7 e a OTAN, Ottawa é frequentemente pressionada por aliados a aumentar seus investimentos militares.

15. Polônia — US$ 33,18 bilhões

A Polônia destinou US$ 33,18 bilhões à defesa, cerca de 3,19% do PIB. O país se tornou uma das principais potências militares emergentes da Europa, impulsionado pela ameaça russa e por grandes compras de tanques, artilharia, defesa aérea e aviação.

14. Austrália — US$ 37,28 bilhões

A Austrália aparece com US$ 37,28 bilhões, cerca de 2,04% do PIB. Sua posição no Indo-Pacífico, a parceria AUKUS e a preocupação com a expansão militar chinesa impulsionam investimentos em submarinos, mísseis, aviação e defesa marítima.

13. Israel — US$ 39,68 bilhões

Israel gastou US$ 39,68 bilhões, cerca de 6,5% do PIB. O país tem o maior orçamento militar per capita do mundo no ranking, reflexo de seu ambiente de segurança, guerras recentes, defesa antimísseis, inteligência e mobilização constante.

12. Itália — US$ 40,09 bilhões

A Itália destinou US$ 40,09 bilhões à defesa, cerca de 1,58% do PIB. Roma mantém forças relevantes no Mediterrâneo, indústria de defesa importante e participação em programas europeus e da OTAN.

11. Coreia do Sul — US$ 43,84 bilhões

A Coreia do Sul aparece com US$ 43,84 bilhões, cerca de 2,36% do PIB. A ameaça da Coreia do Norte, o desenvolvimento de mísseis, drones e armas nucleares por Pyongyang tornam a defesa sul-coreana uma prioridade permanente.

10. Ucrânia — US$ 44,45 bilhões

A Ucrânia entrou no top 10 com US$ 44,45 bilhões em gastos de defesa. Mas o dado mais impressionante é outro: o país destinou cerca de 21,19% do PIB às Forças Armadas em 2025.

Esse percentual mostra o peso de uma guerra total sobre a economia. Para Kyiv, defesa não é apenas política pública. É condição de sobrevivência nacional diante da invasão russa.

9. Japão — US$ 58,91 bilhões

O Japão gastou US$ 58,91 bilhões, cerca de 1,38% do PIB. Tóquio vem abandonando gradualmente uma postura mais limitada de defesa e ampliando capacidades diante da China, da Coreia do Norte e da tensão no Indo-Pacífico.

8. França — US$ 70 bilhões

A França destinou US$ 70 bilhões à defesa, cerca de 2,08% do PIB. O país mantém armas nucleares, indústria militar forte, presença global, aviação de combate própria e papel central na defesa europeia.

7. Arábia Saudita — US$ 72,53 bilhões

A Arábia Saudita aparece com US$ 72,53 bilhões, cerca de 5,72% do PIB. O reino investe pesado em defesa por causa de sua rivalidade com o Irã, da segurança energética e de sua ambição de influência regional.

6. Índia — US$ 78,31 bilhões

A Índia gastou US$ 78,31 bilhões, cerca de 1,9% do PIB. Nova Délhi precisa equilibrar duas grandes preocupações estratégicas: a rivalidade com o Paquistão e a competição crescente com a China.

5. Reino Unido — US$ 94,26 bilhões

O Reino Unido aparece com US$ 94,26 bilhões, cerca de 2,38% do PIB. Londres mantém armas nucleares, submarinos estratégicos, porta-aviões, forças expedicionárias e papel relevante dentro da OTAN.

4. Alemanha — US$ 107,31 bilhões

A Alemanha tem o maior orçamento militar da Europa, com US$ 107,31 bilhões, cerca de 2,14% do PIB. A guerra na Ucrânia acelerou uma mudança histórica na política de defesa alemã, marcada por décadas de baixa prioridade militar após a Segunda Guerra Mundial.

3. Rússia — US$ 161,18 bilhões

A Rússia aparece em terceiro lugar, com US$ 161,18 bilhões, cerca de 6,34% do PIB. O orçamento reflete a mobilização prolongada para a guerra na Ucrânia, a produção de munições, mísseis, drones, blindados e a necessidade de sustentar operações de alta intensidade.

Mesmo com economia menor que a dos Estados Unidos ou da China, Moscou concentra parcela muito elevada de sua riqueza nacional na guerra, o que mostra o peso político e estratégico do conflito para o Kremlin.

2. China — US$ 251,29 bilhões

A China ocupa a segunda posição, com US$ 251,29 bilhões em gastos militares, cerca de 1,3% do PIB. Pequim investe em marinha, mísseis, aviação, defesa espacial, guerra eletrônica, inteligência artificial, armas hipersônicas e modernização de suas forças nucleares.

O valor ainda está muito abaixo do orçamento americano, mas a China vem reduzindo a distância tecnológica em áreas decisivas, especialmente no Indo-Pacífico. Taiwan, Mar do Sul da China e disputa com os Estados Unidos estão no centro desse esforço.

1. Estados Unidos — US$ 921,02 bilhões

Os Estados Unidos lideram com ampla vantagem, com orçamento de defesa de US$ 921,02 bilhões, equivalente a 3,01% do PIB. O valor representa mais de um terço de todo o gasto militar global estimado pelo IISS.

O orçamento americano sustenta uma máquina militar global: porta-aviões, submarinos nucleares, bombardeiros estratégicos, bases no exterior, defesa antimísseis, satélites, armas nucleares, forças especiais, aviação furtiva, inteligência e uma rede de alianças espalhada pelo mundo.

A liderança americana no ranking mostra que Washington continua sendo a única potência com capacidade de projetar poder militar em escala global, em múltiplos teatros ao mesmo tempo.

O que o ranking revela

O ranking mostra que os gastos militares seguem lógicas muito diferentes. Os Estados Unidos gastam para manter superioridade global. A China investe para disputar influência e reduzir a vantagem americana no Indo-Pacífico. A Rússia gasta para sustentar uma guerra prolongada. A Ucrânia gasta para sobreviver.

Na Europa, países como Alemanha, Reino Unido, França, Polônia, Itália, Espanha, Países Baixos e países nórdicos aumentam investimentos sob pressão da guerra na Ucrânia e das exigências da OTAN.

No Oriente Médio, Arábia Saudita, Israel, Emirados, Catar, Kuwait, Omã e Irã mostram como a instabilidade regional e a rivalidade entre potências locais mantêm a defesa no centro da política nacional.

Na Ásia, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Austrália, Singapura, Indonésia, Vietnã e Filipinas revelam a militarização crescente do Indo-Pacífico, hoje uma das regiões mais estratégicas do mundo.

E o Brasil nesse cenário?

A presença do Brasil na 20ª posição chama atenção porque coloca o país entre os maiores orçamentos de defesa do mundo em valor absoluto. Mas o percentual de 1,08% do PIB mostra que a defesa ainda ocupa espaço relativamente limitado na economia brasileira.

O desafio brasileiro é transformar orçamento em capacidade real. Isso significa investir melhor, reduzir gargalos, manter programas estratégicos, fortalecer a indústria nacional de defesa e garantir prontidão operacional.

O Brasil tem ambições compatíveis com seu tamanho continental: Amazônia, Atlântico Sul, fronteiras extensas, indústria de defesa, programa de submarinos, caças Gripen, blindados, artilharia, defesa cibernética e presença internacional.

Mas, sem continuidade orçamentária, muitos desses projetos avançam lentamente. O ranking mostra que o Brasil tem peso, mas ainda precisa decidir qual papel militar quer exercer no século XXI.

Conclusão

Os maiores orçamentos militares do mundo mostram que a defesa voltou ao centro da geopolítica. Estados Unidos, China, Rússia, Europa, Oriente Médio e Indo-Pacífico estão aumentando investimentos em um cenário de guerras, rivalidades, alianças pressionadas e medo de novas crises.

Mas dinheiro não é tudo. Um país pode gastar muito e ainda enfrentar problemas de prontidão, manutenção, treinamento e logística. Outro pode gastar menos, mas ter forças bem treinadas, bem integradas e preparadas para seu ambiente específico.

O ranking, portanto, não mede apenas quem tem mais armas. Ele revela prioridades, ameaças percebidas, ambições estratégicas e o nível de pressão que cada país sente sobre sua própria segurança.

No fim, a pergunta mais importante é: esses gastos tornam o mundo mais seguro — ou mostram que as grandes potências estão se preparando para uma era de conflitos cada vez mais prováveis?

Fonte: International Institute for Strategic Studies, The Military Balance 2026, Business Insider, SIPRI e levantamento enviado ao Cenas de Combate.

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