Rubio alerta que taxas em Ormuz podem criar precedente para rotas marítimas globais
Marco Rubio afirmou que a cobrança de taxas no Estreito de Ormuz pode criar um precedente perigoso para outras rotas marítimas internacionais.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, voltou a criticar a possibilidade de cobrança de taxas de navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás.
Durante reunião com representantes do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), realizada em Manama, no Bahrein, nesta quinta-feira (25), Rubio afirmou que permitir cobranças pelo uso de rotas marítimas internacionais poderia gerar consequências globais.
Segundo o secretário de Estado, aceitar taxas de passagem em Ormuz abriria um precedente que poderia ser adotado por outros países em diferentes corredores marítimos estratégicos ao redor do mundo.
Preocupação com o comércio global
Rubio classificou o cenário como potencialmente perigoso para a navegação internacional e para o comércio global.
Segundo ele, se um país puder cobrar pela utilização de uma rota marítima internacional apenas por ela estar próxima de seu território, outras nações poderão adotar medidas semelhantes em estreitos, canais e passagens estratégicas.
"Se aceitarmos que podemos cobrar pelo uso de uma rota marítima internacional porque ela está próxima ao nosso território, ela se espalharia pelo mundo como uma epidemia", declarou Rubio.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerado uma das principais artérias do comércio energético mundial.
Visita ao Golfo após acordo com o Irã
As declarações ocorreram durante a primeira viagem de Rubio ao Oriente Médio desde a assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, acordo que busca encerrar meses de conflito na região.
O chefe da diplomacia norte-americana afirmou que Washington apoia um acordo de paz duradouro, mas destacou que os Estados Unidos não aceitarão qualquer solução sem garantias concretas.
"Queremos um acordo que seja real, verificável e respeitado", afirmou.
Segurança dos aliados
Rubio também procurou tranquilizar os parceiros dos Estados Unidos no Golfo, destacando que a segurança regional continuará sendo uma prioridade nas negociações em andamento.
Segundo ele, Washington pretende garantir que nenhum ponto do acordo comprometa a estabilidade, a prosperidade ou a segurança dos países da região.
A visita inclui encontros nos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein, países que foram diretamente afetados pelas tensões militares registradas durante o conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos.
O futuro da navegação em Ormuz permanece como uma das questões mais sensíveis das negociações, devido à importância estratégica da passagem para o abastecimento energético mundial.
Fonte: Reuters, Associated Press, Al Jazeera e Gulf News.